sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018



 COMPORTAMENTO


Karolyne Godói, 20
Imagem: Arquivo pessoal
“Fazia rituais de orações”: a mulher que sofre de TOC ligado à religião

Quando ia à missa, a mente de Karolyne Godói, 20, era invadida por pensamentos intrusivos: “Sentia uma culpa horrível, pedia perdão a Deus e fazia rituais repetitivos de orações”. Ela sofre do Transtorno Obsessivo Compulsivo, ou TOC, desde 14 anos. A jovem tem uma variação da doença que inclui obsessão por religião, organização e limpeza. A seguir, ela conta como superou as barreiras:

“Eu tinha 12 anos quando tive os primeiros sintomas do TOC. As obsessões começaram com a necessidade de tocar a parede e a maçaneta da porta. Se eu tocasse em algum lugar com o lado esquerdo, eu precisava fazer uma sequência, até terminar com o lado direito. Também tinha problemas com números: tudo o que tivesse o número 3 me irritava profundamente. E isso me causava muita ansiedade.


“Achava que eu estava ficando louca”

No início, eu não falava disso com ninguém, mas pensava: ‘acho que estou ficando louca’. Eu tinha consciência de que meus comportamentos eram irracionais, mas eu não conseguia evitá-los. Com o tempo, minha mãe foi percebendo alguns sinais sutis em relação à organização, como a minha compulsão por arrumar o tapete toda vez que ele ficava torto, e a minha arrumação do quarto, organizando tudo de forma simétrica. Tinha explosões quando alguém tirava alguma coisa do lugar.
 Eu  queria  entender  o  que  estava  acontecendo,  pois
Imagem: Arquivo pessoal
sabia que não era normal. Resolvi pesquisar  na  internet e comentei com  a  minha  mãe, mas ela dizia para  eu  parar  de  colocar coisas na  minha  cabeça.  Nessa época, eu  já  passava no psiquiatra para tratar  de  uma  depressão. Contei para  ele  dos meus pensamentos intrusivos e de como eu me sentia. Um tempo depois recebi o diagnóstico de TOC. Estava com 14 anos. Foi um alívio saber que eu não era a única pessoa no mundo a ter isso e que eu não estava ficando louca.




“Tinha pensamentos obscenos na missa”

Já nesse período, o TOC religioso começou a se manifestar. Sou católica e toda vez que ia à missa tinha pensamentos obscenos com o padre. Sentia uma culpa horrível, pedia perdão a Deus e fazia rituais repetitivos de orações para me livrar daquilo. Eu não suportava pensar aquelas coisas, me causava muita angústia e sofrimento pois eu me considerava a maior pecadora.
Eu me confessava com o padre e dizia que não conseguia prestar atenção na palavra [de Deus]. Ele falava que meus pecados estavam perdoados e me dava a penitência. Eu chegava em casa e rezava muito, mas não era o suficiente. Me sentia impura em não comungar mais, até que parei de ir à igreja. Só voltei quando melhorei.

"Eu tinha 12 anos quando tive os primeiros
sintomas do TOC", diz Karolyne
Imagem: Arquivo pessoal
Outra situação muito difícil do TOC religioso acontecia quando minha mãe saía para trabalhar e desligava o celular. Teve uma vez que liguei 90 vezes e, como ela não me atendia, entrei em desespero. Nesse dia, construí na minha mente a cena dela sofrendo um acidente: a ambulância chegando no hospital, ela morta, o enterro, minha vida sem ela. Chorava muito e rezava o ‘Pai-Nosso’ e a ‘Ave-Maria’ incessantemente.
Meus rituais também incluíam repetir frases sem parar, como: “Deus, não deixe nada acontecer”. À medida que fazia isso, feria e machucava a minha pele para tentar aliviar a ansiedade e controlar e punir a situação. Era uma forma de transferir a dor ou algo de ruim que pudesse acontecer a ela para mim. Eu achava que os meus rituais de orações eram poderosos e capazes de evitar o mal. Fiquei nesse processo durante seis horas e só parei quando ela voltou para casa. Minha mente ficou completamente conturbada.


“Fiquei 12 horas seguidas limpando meu quarto”

Também desenvolvi os sintomas de contaminação, que me levaram ao TOC de limpeza. Uma das minhas piores crises foi uma vez que minha mãe tinha acabado de fazer faxina no meu quarto e eu reclamei que estava sujo e imundo e decidi limpar tudo de novo. Fiquei 12 horas seguidas limpando. E eu me senti muito exausta.
Outra experiência complicada foi durando o noivado do meu irmão. Saí da festa e fui para casa tomar banho porque achava que estava cheia de bactérias e vermes. Fiquei duas horas no chuveiro. Não conseguia parar de chorar e minha pele ficou ressecada de tanto esfregar. Meu irmão saiu do próprio noivado para ir me buscar.


“Eu me sinto forte e vencedora”

Desde que fui diagnosticada, faço tratamento com medicações e terapia individual. Já são seis anos de acompanhamento médico. A terapia em grupo na ASTOC (Associação Solidária do TOC e Síndrome de Tourette) me ajudou a ver que eu tenho amigos com o mesmo problema que eu.
Hoje, estou muito melhor, eu ainda tenho alguns sintomas, mas falo para o meu TOC: ‘Você tinha o poder e controle sobre mim, agora eu controlo você’. Minha força de vontade em melhorar me fez superar muitas coisas. Me sinto forte e vencedora por conseguir passar por coisas que a maioria das pessoas ditas normais não precisa passar.
Esse ano já atingi minha primeira conquista, iniciei um trabalho voluntário com crianças autistas. Também estou confiante para voltar a estudar. Quero prestar vestibular ou fazer um curso técnico na área da saúde. Meu maior sonho é trabalhar no exterior. Conheço minhas limitações e sei que vou precisar vencer muitas batalhas para alcançar meus objetivos. Com o apoio e o respeito da minha família, sei que posso chegar muito longe”. 

                                                                                                                              Fonte: UOL

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Raquel se manifesta contra pedido de Lula
para evitar prisão


© REUTERS/Ueslei Marcelino Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, durante cerimônia no Supremo Tribunal Federal


A procuradora-geral da República Raquel Dodge se manifestou contra habeas corpus preventivo movido pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Advogados recorreram ao ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal para para evitar a prisão do petista por execução de sua pena de 12 anos e 1 mês imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região no caso triplex. Em parecer sobre o pedido de Lula, Raquel saiu em defesa da execução de penas após o esgotamento de recursos contra condenações em segunda instância.
O Supremo Tribunal Federal decidiu, em outubro de 2016, manter a possibilidade de execução de penas - como a prisão - após a condenação pela Justiça de segundo grau e, portanto, antes do esgotamento de todos os recursos. Por 6 votos a 5, a Corte confirmou o entendimento em um julgamento que deverá ter efeito vinculante para os juízes de todo o País.
A defesa do ex-presidente, no entanto, argumenta que a decisão do Supremo, de 2016, não é vinculante, ou seja, não necessariamente tem repercussão geral no Judiciário.
"O segundo grau de jurisdição é a última instância judicial em que as provas e os fatos são examinados. No tribunal de apelação, o réu tem sua última oportunidade de contestar as provas e os fatos que o ligam ao crime. Para condená-lo, sua culpabilidade deve estar comprovada, o que engloba a comprovação do fato típico e do vínculo que o liga ao fato", rebate a procuradora-geral.
A procuradora-geral ainda diz que 'exigir o trânsito em julgado após o terceiro ou quarto grau de jurisdição para, só então, autorizar a prisão do réu condenado, é medida inconstitucional, injusta e errada'. "Também favorece a impunidade e põe em descrédito a justiça brasileira, por perda de confiança da população em um sistema em que, por uma combinação de normas e fatores jurídicos, a lei deixa de valer para todos", avalia.
A procuradora-geral ainda pontua que o 'precedente vinculante veio justamente permitir a prisão do réu condenado por Tribunal antes do trânsito em julgado da condenação para as duas partes e independentemente de razões cautelares'.
"A essência deste precedente é estabelecer que a observância do duplo grau de jurisdição cumpre a exigência constitucional da presunção de inocência: por isso, a condenação do réu por Tribunal autoriza o início da execução da pena, ainda que pendentes de julgamento recursos extraordinários e especial, pois estes não permitem reexame dos fatos. A Constituição não exige terceiro ou quarto grau de jurisdição: exige apenas o duplo grau".
Para Raquel, 'como os recursos extraordinário e especial não têm efeito suspensivo sobre a decisão condenatória do Tribunal, não impedem a produção dos efeitos dos acórdãos condenatórios por eles impugnados'. "Por isso, o início da execução da condenação, com a prisão do réu, pode ocorrer logo após o encerramento da jurisdição do Tribunal Regional Federal da 4a Região, com o julgamento dos recursos ali interpostos pelo réu".

'Não conhecimento'. A procuradora-geral defende também que o ministro não conheça o habeas já que o mesmo pedido ainda não foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça. O vice-presidente da Corte Superior, Humberto Martins, apenas negou liminar à defesa de Lula. O mérito ainda não foi avaliado pela Corte. Segundo Raquel, o pedido de Lula 'esbarra no enunciado n.º 691 da Súmula do STF', que pacifica: "Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar."

Triplex. O ex-presidente foi sentenciado a 9 anos e 6 meses pelo juiz federal Sérgio Moro, que entendeu serem o triplex 164-A, no condomínio Solaris, e suas respectivas reformas, propinas de R$ 2,2 milhões da construtora OAS. A pena não apenas foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, como também aumentada pelos desembargadores para 12 anos e 1 mês. Ao condenar Lula, desembargadores pediram para que a pena seja executada após esgotados os recursos no âmbito da Corte de apelações da Lava Jato. Em razão da unanimidade da condenação no TRF-4, cabe à defesa de Lula, naquela instância, embargos declaratórios, recurso por meio do qual se questiona obscuridades nos votos dos desembargadores.


COM A PALAVRA, O ADVOGADO CRISTIANO ZANIN MARTINS, QUE DEFENDE LULA

         "O posicionamento da Procuradora-Geral da República baseou-se exclusivamente em decisão tomada em 2016 pelo Supremo Tribunal Federal, sem caráter vinculante e por apertada maioria. O entendimento firmado naquela ocasião vem sendo revisto em diversas decisões proferidas recentemente pelos ministros do STF em casos similares ao do ex-Presidente Lula, o que também ocorre em relação à aceitação do próprio habeas corpus no estágio atual do processo".
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

    
SINTOMAS DE ENFERMIDADE
NA IGREJA
(Apocalipse 2.4-5)

O Rev. Harry L. Reeder III, no capítulo 1 de seu livro: “A Revitalização de sua igreja segundo Deus” ao falar sobre a necessidade de revitalização da igreja, aponta para alguns sintomas de enfermidade na igreja, os quais gostaria de registrar de modo pontual neste breve artigo.
Reeder destaca a importância do fato de que o povo de Deus precisa de uma estratégia BÍBLICA para revitalização de igreja porque muitos de nós são ou serão parte de uma igreja que precisa disso.

A queda da arrecadação e a diminuição da frequência aos cultos geralmente são sintomas de enfermidade da igreja. Mas, não podemos olvidar que há outros sintomas menos óbvios que precisam de um ministério de revitalização.
Alguns desses sintomas observados são: a) Um foco nos programas – para falar sobre este sintoma, Reeder compara a ansiedade que muitas pessoas tem quando apostam na loteria na ânsia de um dia poder ganhar, comprando um bilhete premiado, assim, alguns irmãos procuram uma programação que “provocará uma mudança radical na igreja”; b) Nostalgia e tradição – este sintoma normalmente atinge Igrejas que estão morrendo geralmente porque estão vivendo no passado; c) Dependência de personalidades – Igrejas que estão morrendo tendem a se apoiar em certos tipos de personalidade, quer essas pessoas estejam ou não na igreja. Pensam que, se tiverem um líder forte, podem confiar que ele fará todo o trabalho ou tomará todas as decisões. Há uma forte tendência em nossos dias da prática de cultos personalistas, adoração à personalidades; d) Uma mentalidade de manutenção – o pensamento mais comum nesse caso é “Vamos apenas persistir”. “Tenhamos esperança de que poderemos substituir a quantidade de pessoas que perdemos no ano passado”, dizem elas, ou “teremos sorte se conseguirmos cumprir nosso orçamento”; e) Mentalidade de justificação e de vítima – outra atitude muito comum que parece  permear igrejas enfermas e agonizantes é aquela que diz: “Isso nunca funcionará aqui porque...”. Os líderes e os membros da igreja já têm uma lista bem detalhada de razões pelas quais as ideias de um novo ministério ou um novo desafio não darão certo. Duas razões clássicas são: “Já tentamos isso antes” e “Isso sairá muito caro”, mas outras razões podem ser: “A vizinhança mudou”, “Nosso templo está no lugar errado”, ou “Esta é uma comunidade difícil e excomungada”; f) Má reputação na comunidade – o modo como a igreja é percebida pelas pessoas que estão ao seu redor, é outro claro sintoma de que está enferma e à beira da morte. Quanto mais a igreja segue um padrão de declínio, piores se tornam sua imagem pública e sua reputação; g) Desvio do Evangelho – sem dúvida, este sintoma entre todos os que apontamos acima, é o pior deles. Igrejas que se tornam ineficazes em alcançar o mundo ao redor geralmente se tornaram assim porque perderam de vista a centralidade da graça de Deus. Alguma outra coisa se tornou mais importante que viver de acordo com o Evangelho e compartilhá-lo com pessoas que precisam ser salvas. Talvez a prioridade tenha caído sobre certas distinções doutrinárias, sobre a condição física de seu templo ou sobre o método específico de educação. Seja qual for a ênfase, ela será contraproducente para a obra de Deus se usurpar o lugar de centralidade que o evangelho tem por direito em tudo o que fazemos como povo de Deus.
Jesus disse à Igreja de Éfeso: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras (Apocalipse 2.4-5). A Nova Versão Internacional traduz o texto da seguinte maneira: “Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio”. Portanto, o paradigma de nosso Senhor para a revitalização de uma igreja inclui lembrar-se do passado, arrepender-se dos erros que foram cometidos e recuperar a “prática das primeiras obras”.

A revitalização da sua igreja segundo Deus (Leitura indicada)
Autor: Harry L. Reeder III

Texto adaptado por Rev. Paulo de Tarso Machado de Souza


CREDO ATANASIANO (27 a 37)



vivendopelapalavra.com
Segue a Transcrição:

“Mas é necessário à eterna salvação que se creia também fielmente na encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, constitui fé genuína que creiamos e confessemos que Nosso Senhor Jesus Cristo é tanto Deus como Homem. Ele é Deus, gerado desde a eternidade da substância do Pai; é homem nascido no tempo, da substância de sua mãe. Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana. Igual ao Pai no que respeita à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade. O qual, embora seja Deus e homem, não é dois, mas um só Cristo. Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade. Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa. Pois assim como uma alma racional e carne constituem um só homem, assim Deus e homem constituem um só Cristo. O qual sofreu por nossa salvação, desceu ao Hades, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia. Ascendeu ao céu, sentou à direita de Deus Pai onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos”.

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Versículo do Mês

“3(...) Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações! 4 Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.” (Apocalipse 15.3b-4). “E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” (Apocalipse 21.5) "​Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. ​E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram." (Apocalipse 21.3-4). "Firme está o meu coração, ó Deus! Cantarei e entoarei louvores de toda a minha alma." (Salmo 108.1). “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.” (I João 4.9) "(...) Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?". (I Coríntios 15.54b, 55)

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